Não me matem já...

By J* - 10:40:00

...mas se há tema com pano para mangas é filhos e a sua educação.
Não sou mãe. Não tenho experiência. Mas lá por não ter filhos não quer dizer que não possa ter opinião. E antes que venha já alguém de dedo apontado a mim, por ousar pronunciar-me sobre este tema sem ser mãe, salvaguardo já que opiniões todos temos e elas são susceptíveis de serem alteradas. Por isso verdades absolutas não entram neste tema. Talvez por isso as opiniões sejam tão diversas e não estejamos todos de acordo.

Mas a maior diferença que eu noto da minha altura de filha (adolescente) para os adolescentes de agora é a necessidade de os miúdos comandarem a vida dos pais.
Ou os meus pais foram muito intolerantes ou então o que se passa agora é uma inversão dos papéis!!!



A maioria dos pais que conheço (mais novos) condicionam toda a sua vida em função das vontades dos filhos. Não, não estou a falar de quando são mais novos (bebés/crianças) pois a vida dos pais muda e como é óbvio as rotinas são alteradas inadvertidamente pelo nascimento dos filhos. Estou a referir-me a uma vida condicionada porque os filhos querem fazer isto ou aquilo e então os pais mudam férias, fins de semana programados, saídas à noite, até sei lá uma reunião de família só porque o adolescente lembrou-se que quer fazer as coisas à sua maneira.

Eu não sei se me estou a explicar bem, mas lembro-me da minha fase de adolescente (não fui uma filha fácil aviso já) e de gostar de marcar saídas com as minhas amigas, noitadas, festas, etc. Mas gostar de marcar coisas com elas não queria dizer garantidamente que o ia fazer. Tudo passava pelos meus pais. Se eles concordassem óptimo, se não concordassem ouvia um não, e se já tivessem coisas marcadas (mesmo que eu achasse uma grande seca) ia porque eles não iam desmarcar as coisas deles por mim.
Hoje em dia tudo está em função daquilo que os filhos querem. Com quem querem estar. Quando querem estar. E depois os pais organizam a vida em função disso.
Ressalvo que falo de adolescentes e não de bebés/crianças dependentes.

Impressiona-me que a o "comandante das operações" seja o filho e não os pais. Por muito que os pais queiram agradar aos filhos eles (pais) ainda são os líderes dessa relação. Não quero parecer antiquada, ou inflexível, até porque tudo bem estudado é possível agradar a todos, mas o que a mim me incomoda é ver que os pais deixam de fazer aquilo que querem/gostam só porque o filho adolescente assim o decidiu.

Para além disso, não consigo prever um futuro brilhante a adolescentes tão intolerantes e mandões. Eu sei que o tempo vai passando, vai evoluindo e não podemos ficar presos à famosa história de "no meu tempo é que era". Se nós enquanto filhos tentamos fazer ver isso aos nossos pais, é normal/natural que os nossos filhos façam o mesmo connosco agora na qualidade de pais. Mas também serem eles a tomar as decisões não me parece correto. Eu que ainda não sou mãe como disse, começo a ter ataques de pânico só de imaginar um adolescente a planear a minha vida em função das suas atividades!!!

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9 comentários

  1. Isso só acontece porque os pais deixam. Cá em casa a adolescente opina e levamos em conta a opinião dela como igual à nossa, mas a decisão final não é dela.

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  2. Tem, sobretudo, que haver respeito mútuo e equilíbrio. Os pais não podem deixar de ouvir os filhos e valorizar as suas opiniões/vontades, da mesma maneira que os filhos não podem sentir que é tudo à maneira deles. Tem que haver diálogo e limites!

    r: É uma ótima combinação :)

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  3. à que haver respeito e cedência de parte a parte....

    Isabel Sá
    Brilhos da Moda

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  4. Tenho um grande exemplo disso da parte dos meus primos. Às vezes, fico sem saber como é que toleram tanta má educação. É demais. Se fosse com os meus pais seria totalmente diferente. beijinho

    Dezoito

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  5. É verdade que, com a chegada dos filhos, vamos ter que adaptar a vida às novas circunstâncias, ou então a vida fica um inferno pois sentimos a cada momento que não estamos a viver, que estamos condicionados pelo nascimento dos filhos. O mesmo se passa com a adoção de um animal. Tive aquela menina que está na foto de perfil, durante 17 e nunca notei a amputação de parte da minha vida por causa dela. Adaptámo-nos, como adaptámos a vida ao nascimento da filha. Porém, pela ordem natural das coisas, as decisões foram sempre tomadas de modo a satisfazer as partes, sem nenhuma imposição. Nem os pais devem viver em oposição constante aos filhos, nem os filhos devem convencer-se que os pais já estão caducos para decidir. Se conseguirmos perceber e fazer os filhos perceberem que no meio está a virtude, não há razão para que numa tomada de decisão acabe tudo à chapada.

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  6. r: Bom gosto :D

    Beijinhos e bom fim de semana

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  7. adorei o post!!
    beijinhos

    |último post|
    https://eyeelement.blogspot.com/2018/07/a-minha-pele-nao-e-seca-e-desidratada.html

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  8. Os dois primeiros comentários dizem tudo o que eu ia dizer. Acho que há que equilibrar a balança, não desvalorizar totalmente o que os filhos querem, mas também não os deixar tomar as decisões da casa, afinal nós é que somos os pais. O meu ainda não chegou à adolescência, mas desconfio que seja uma aventura.

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