13 julho, 2017

Como começar o dia enervada...

Eu já não tenho bom acordar. Eu gosto de falar o mínimo possível, e fazer grandes raciocínios então quanto menos melhor. Da minha casa ao meu local de trabalho são cerca de 20 minutos de carro. Faço-os a divagar. Música nas alturas como sempre, e vou a desfrutar daquele bocadinho em que estou a dormir de olhos abertos. Ok, não estou bem, bem a dormir! Vou a conduzir por isso não convém, mas estou relaxada! Estrada sem trânsito e boa de se fazer. 
Ora quando chego ao meu local de trabalho tenho de encontrar um lugar de estacionamento. Normalmente não fico muito longe, mas a verdade é que aqui à porta não temos assim muitos lugares. 
Hoje de manhã quando cheguei vi que não tinha nenhum lugar mesmo à porta. Segui então outro caminho (nada longe) para poder contornar aquele local. E vi um estacionamento de lado (grandinho por sinal, e óptimo para mim). Como é óbvio foi aquele o escolhido para deixar o meu carro.
Numa rua de sentido único, não muito larga, lá estava eu pronta para fazer as minhas manobras e estacionar o carro, como num dia de trabalho normal.
Mas a senhora que anda a varrer as ruas, e nesse momento era o que estava a fazer, faz-se acompanhar de uma espécie de carrinho com um cesto para poder recolher o lixo das ruas. E essa senhora ao que parece gosta que o seu carrinho de mão seja considerado um carro como outro qualquer, ou então não vejo qualquer justificação para a mesma o deixar, nada mais nada menos, que no meio da rua!
Ora eu a tentar estacionar não conseguia porque a senhora tinha o carro mesmo no sítio onde eu precisava de me encostar para conseguir estacionar.
Uma pessoa normal assim que se apercebesse daquela situação tiraria logo o carrinho de mão para o passeio que era bem grande, mas o que é que ela fez? Nada!!! Olhou para mim enquanto estava a tentar estacionar, e eu já com vontade de levar o carrinho de mão na frente e a ela incluída, parei. Fiquei atravessada no meio da rua porque estava sujeita a riscar o carro enquanto ela não se mexesse. 
Já tinha um carro atrás e mesmo assim ela não se sentiu pressionada. E eu educadamente de dentro do carro pedi se ela podia tirar o carrinho para outro lado. 
Ela respondeu??? Não.
Agiu de imediato? Também não.
A seu tempo retirou o carrinho, olhou para mim e levantou-me a mão em jeito de já vou!!!

Contei até 10, estacionei rapidamente porque tinha carros atrás, e disse para mim mesma que não valia a pena sair do carro e espetar-lhe um sermão porque era falar para um boneco!

 
 
 

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