29 junho, 2017

Somos todos iguais, mas também somos todos diferentes!

Para quem não sabe a Carolina Deslandes tem um blogue. E para quem não conhece a Carolina Deslandes é cantora, participou numa das milhares edições dos ídolos, e eu gosto bastante dela. Ou melhor gosto das músicas dela e tenho-me vindo a identificar com muitas coisas que escreve.
A Carolina Deslandes teve o seu segundo filho há uns dias atrás, sendo que a diferença entre o primeiro e segundo filho é de apenas 11 meses. 
No dia 26 de Junho de 2017 a Carolina Deslandes  publicou um post onde falava sobre o seu corpo pós-parto e onde publicou uma fotografia do mesmo. Quando vi a publicação dela bati palmas ao seu ato. A forma como ela fala abertamente de como se sente, e como achou por bem expor-se, com imagem, e mostrar que o seu corpo é como é, está como está, mas que não somos todas iguais e como é óbvio o nosso corpo reage de forma diferente a determinadas coisas.

A Carolina depois de ter feito esse post foi abordada por imensas mulheres a comentar a sua imagem atual. Comentar é uma palavra leve tendo em conta o quanto a criticaram.
Ela respondeu no facebook e fez muito bem. Informou todas essas pessoas que teceram comentários acerca da sua imagem, que é seguida por excelentes médicos, é saudável, o seu corpo é que ainda não recuperou de duas gravidezes tão próximas uma da outra.

E eu depois de ver todo este "circo", sem nunca ter sido mãe, e não ter passado por todas as mudanças físicas que uma gravidez implica (quanto mais duas) só consigo pensar que mesmo que uma pessoa não queira dar importância ao que os outros dizem, é difícil, abstrair-nos de comentários que não tem qualquer tipo de cabimento. Neste caso a Carolina é uma figura pública, tem um blogue no qual escreve o que ela bem entende, e publicou nele aquilo que naquele momento queria que fosse lido e visível. É incrível como outras mulheres, algumas delas já mães, conseguem intervir de uma forma tão negativa para com outra mulher e mãe. E o que a mim me parece ainda mais surpreendente é as comparações. Nas caixas de comentários é só ler gente entendida em tudo e mais alguma coisa, a dizer que recuperou a sua forma física passado um mês, e que o facto dela não o ter feito não é normal. Mas o que raio é normal? Lá porque para mim é normal perder peso com imensa facilidade, não quer dizer que todos os outros tenham de ser como eu. Cada um é como é, e desde que a saúde seja respeitada, cada um sabe de si!

Este foi um caso público, mas que me parece ser uma boa forma de combater esta necessidade de avaliação. Toda a gente tem de avaliar se está ou não no caminho certo. Toda a gente tem de opinar sobre a dieta que deve ser feita o quanto antes. Quando uma pessoa, como foi o caso da Carolina, publica uma imagem do seu corpo depois das transformações que ele sofreu não está à espera que avaliem o seu estado. Não está à espera que digam que está linda, ou que está horrível. Para isso ela não recorreria à internet mas sim a especialistas na área da saúde. Ela só está a mostrar que é possível passar a barreira do preconceito, sem que nos tenhamos de esconder até estarmos no objetivo que a sociedade acha que temos de alcançar. Ela tem as suas inseguranças, também as demonstrou no texto que escreveu, mas nem por isso se importaram com isso, Porque foi bem mais fácil olhar para a imagem e começar a destilar crueldade.

Vamos aprender a respeitar os outros, e vamos ser livres de publicar, mostrar e dizer o que quisermos sem ofender ou desrespeitar alguém, porque apesar de sermos todos iguais, também somos todos diferentes. Só temos de aprender a respeitar a pequena grande diferença entre nós.

E parabéns à Carolina pela coragem, e pelo texto fantástico que escreveu!
 

 

3 comentários:

  1. Gostei do teu cantinho :)

    http://trapeziovermelho.blogspot.pt

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  2. O melhor foi mesmo o que a Maia andou a dizer. CREDO! Parabéns à Carolina, por mostrar que não TEMOS DE SER PERFEITAS!

    THE PINK ELEPHANT SHOE

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  3. Que hajam mais "Carolinas" que mostrem que ser mãe é maravilhoso, mas não temos que nos sentir lindas e maravilhosas só para o mundo ver.
    Não temos mesmo que ser perfeitas.
    Antes de sermos mães, somos mulheres e humanas.

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