19 abril, 2017

Por favor digam sim à vacinação!

Infelizmente a notícia é triste. Infelizmente esta jovem de 17 anos não conseguiu sobreviver. Infelizmente com esta idade não conseguiu ver, descobrir, viver o que ainda tinha para aproveitar. Mas a verdade é que por muito que perceba a dor que esta família está a passar, este caso tem de ser falado, comentado para tentar evitar que outros tenham o mesmo fim. Esta jovem não estava vacinada.
Os pais desta jovem, por opção, resolveram não a vacinar. E aqui, por muita dor que sinta por este trágico fim, a revolta fala mais alto.

Porque esta jovem não é a única. O sarampo é contagioso, mas a vacina previne contra o sarampo. Esta vacina que estamos a falar é uma vacina incluída no Programa Nacional de Vacinação, gratuita. Por amor de Deus será assim tão difícil que o facto de não dar uma vacina ao não nosso filho, para além de o poder estar a prejudicar, pode esse ato tomar proporções inimagináveis? Trata-se de saúde pública! Ou pelo menos eu acho que se trata de saúde pública. Afinal, estes pais tem noção que o facto da filha não estar vacinada podia contagiar um bebé com menos de 12 meses? Ou muitos bebés com menos de 12 meses, porque é a idade da primeira dose da vacina? 
Conforme é possível verificar na notícia nestes primeiros meses do ano, temos um maior número de casos de sarampo do que numa década! São dez anos. Dez anos em que era suposto evoluirmos. 
E depois assisto a outros pais que tomam esta mesma posição, que a assumem publicamente e que me parece não terem noção do mal que estão a provocar aos seus filhos. 
A meu ver isto não se trata de uma escolha. Se não querem que eles comam carne tudo bem, se não querem que tomem leite, tudo bem também, afinal de contas essas escolhas não vão influenciar mais ninguém a não ser os próprios. Mas a vacinação a meu ver não é uma escolha. Trata-se de uma obrigação, não só para com o paciente, mas principalmente para com a sociedade. 

O programa Nacional de Vacinação não é obrigatório. O que para mim é um perfeito disparate, porque só com a certeza de que o programa está a ser cumprido por todos os cidadãos, temos a certeza que surtos como este não se voltam a repetir.

A opção por um estilo de vida saudável, com a prática frequente de exercício físico, uma alimentação à base de fruta e legumes, sem excessos, e regulada, com recurso ao uso de produtos naturais, parece-me uma excelente forma de educar os nossos filhos. Cabe aos pais tomar essa decisão enquanto eles não tem discernimento para decidir o que pretendem, gostam, ou acham sobre o que quer que for. 
Mas a vacinação não se enquadra neste lema de vida. Ser pela não vacinação não é ser-se diferente com o objetivo de proteger os filhos, é ser-se ignorante, e em pleno ano de 2017 não compreender os avanços que a medicina teve. É ver a evolução da medicina conquistada durante todos estes anos, com vista a aumentar a esperança média de vida, a evitar que epidemias matem milhares de pessoas por todo o mundo, a atribuir melhor qualidade de vida para todos aqueles que sofrem de doenças crónicas, ser deitada para o lixo, sem a saberem valorizar.
Infelizmente foi preciso uma tragédia como esta para tentar alertar estes pais que são pela Não vacinação. 

Também eu deixo aqui um apelo para que não sejam egoístas. Não olhem/pensem só com os vossos olhos/cabeça. Vejam esta situação como um todo, e assumam que a vacinação é um direito dos vossos filhos. E tenho a certeza que qualquer pai ou mãe concordará que o que é seu dever proteger os seus filhos. Se não os vacinarem, isso não vai acontecer!

4 comentários:

  1. Ainda não tinha lido a notícia só tinha ouvido alguns comentários, estou chocada!!
    www.styledays.pt

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  2. Eu já conhecia essa onda contra a vacinação há vários anos. Nunca pensei é que tivesse tantos seguidores aqui em Portugal.

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  3. A rapariga não foi vacinada por decisão médica porque fez uma convulsão a outra vacina quando era pequena.
    Não julguem estes pais que estão em sofrimento.

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