06 fevereiro, 2017

Impotência.

A impotência é uma coisa tramada... Não, não estou a falar "dessa" impotência! Refiro-me à impotência, incapacidade de realizar alguma coisa por medo, receio, pavor a algo.
O meu namorado costuma dizer que estou cheia de manias, e por isto entenda-se alguns medos que ele não percebe. Sinceramente não concordo a 100% com ele, afinal só são dois medos! Esclarecendo, tenho medo a água e a aranhas. 
Bem, o medo de água surgiu devido a um susto que tive quando era mais nova, num rio, e desde aí não consegui recuperar. É bom esclarecer, que tomar banho não entra neste medo! Não tenho qualquer problema com o duche diário, nem com banho de banheira desde que não muito cheio. 
Rios, piscinas e praia é ver-me a molhar o pezinho e nada de muitas aventuras. A água a bater-me na zona da garganta deixa-me com o coração e a respiração a mil, deixando-me completamente desnorteada. Deitar-me na água, ou seja, colocar-me na posição horizontal sem estar a agarrada à beira da piscina ou ao meu namorado, então é um feito impossível para mim.
Talvez por este medo não seja uma apreciadora do Verão. Nunca fui amante de temperaturas elevadas, mas acho que o facto de não me sentir bem dentro de água também ajuda a não apreciar de todo essa época do ano. 
O namorado por sua vez, adora estar dentro de água e não consegue entender o meu receio de estar como ele a relaxar na água. Aliás, se há sitio onde não consigo relaxar é em sítios de água com alguma profundidade.

O medo das aranhas vem desde sempre. Ou pelo menos, não tenho ideia de alguma vez ter gostado desse animal. As aranhas dão-me comichão, deixam-me nervosa, e não me consigo aproximar delas. Matá-las então é impossível na minha cabeça, porque só as imagino a subirem pelo meu corpo... Enfim, visão do inferno.


Ontem, quando já estava numa de embalar no sono, olhei para a parede em frente à cama e vi um mancha escura, sem ter a certeza do que vi, voltei a olhar uma segunda vez. E lá estava. Uma aranha, grande, gorda, castanha muito escura. O coração parou. Ou pelo menos eu acho que sim. Graças a Deus não estava sozinha, e o namorado, muito corajoso, tratou dela, admitindo ser uma das maiores que já viu. Como é que ela entrou? Não faço ideia, mas só de imaginar ela a passear por cima de mim, dá-me logo uma série de comichões...

Tudo isto para mostrar que apesar de algumas situações terem o seu quê de engraçado, tratam-se de coisas que nos impossibilitam de tomar certas atitudes na vida real.
O namorado está-me sempre a alertar que quando tiver um filho e se estiver numa situação de desespero na água, tenho de deixar ficar para trás o medo. Eu já o informei que se um dia isso acontecer é provável que fique sem a mulher e sem o filho, porque por muito que até ponha o medo para trás das costas, o facto de não ter qualquer habilidade na água nem sequer simpatia por ela, com certeza não me permitia ser ágil o suficiente para o salvar.
Bem como a situação das aranhas, não sendo tão grave (evidente) se as vir, fico a olhar para elas a uma distância considerável até alguém as matar porque eu não consigo. Não é nojo, é medo. É imaginá-la com as patas na minha pele, e ... Não quero imaginar, ponto.

E vocês, há alguma coisa que vos deixe impotente? Que vos deixe completamente geladas no tempo, sem qualquer tipo de mobilidade possível? Contem-me tudo para não me sentir sozinha neste mundo de impotência.
 

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