17 novembro, 2016

Animais de estimação: Sim ou Não?

Quem me conhece sabe que adoro animais. Sejam cães, gatos, peixes, tartarugas, hamsters, coelhos, enfim . . . Uma série deles que me enchem o coração. Confesso que répteis não é muito a minha cena, mas tudo o resto era bem vindo! É claro que acho que peixes e tartarugas não são propriamente os animais mais ativos, ainda assim acho que são óptimos principalmente para apartamentos.
Isto porque fui criada num ambiente que contou sempre com animais de estimação. Foram gatos e cães, e mais tarde hamsters que andaram sempre lá por casa, e que feliz eu fui por ter animais de estimação. Mas os cães sempre foram a perdição lá de casa! Desde rafeiros, a raças, desde grandes a pequenos, acho que nunca estivemos sem um cão! 
É claro que depois de tantos anos com cães ficamos rendidos a eles, e consideramos mesmo que fazem parte da família! São uma animação, também destroem tudo em casa, principalmente quando são mais novos, mas a verdade é que tudo o resto compensa essas malandrices. Eles precisam de imensa atenção, e nós também precisamos da atenção deles. É chegar a casa e virem logo ter connosco como se já não nos vissem há uma eternidade, é trazer a bola e deixá-la cair aos nossos pés à espera que a mesma seja atirada por nós, é colo quando estão prestes a dormir...
Tenho imensas histórias de infância onde entram os meus cães, e também uma gata que durou imeeeenso tempo! E é por isso que gostava imenso que um filho meu tivesse a companhia de um cão na sua infância (e não só). Eu sei bem o que eles nos ensinam, e o que nos fazem crescer. Até mesmo a responsabilidade que pode ser incutida por se ter um cão (ou qualquer outro animal de estimação).

Infelizmente moro num apartamento o que me faz ponderar muito ter um cão, não é pelas saídas para o levar à rua, mas principalmente por causa dos vizinhos e do barulho. Neste momento no meu prédio acho que são mais os moradores que tem cães, dos que, como eu, não tem, e a verdade é que há imensos problemas por causa do barulho dos patudos. Por muito que goste de cães (se gosto!) custa-me imenso ver num T1(mesmo que com terraço) dois cães de porte grande. Lamento mas por muito amor que possamos ter aos animais não me parece que as necessidades dos mesmos estejam a ser tidas em conta.

Quero com isto dizer que antes de decidir ter um animal de estimação, é preciso ponderar muito bem em que condições o vamos ter, e se é compatível com a nossa vida profissional e social. Não basta só a vontade de o ter, porque aí estamos a ser egoístas, mas sim pensar nas condições que precisam e se as podemos proporcionar. Sejam eles um cão, gato, peixe, tartaruga, hamster, coelho, cobra, etc.

Eles são o melhor do mundo, mas também precisamos dar-lhe o melhor do mundo!






2 comentários:

  1. Depende do teu estilo de vida... o meu cão vive num apartamento e tem uma vida estupenda: os donos estão com ele de manhã, passeiam-no, o meu rapaz nem sempre trabalha de manhã. Almoçamos os dois em casa, ele volta a passear. No máximo, pelas 19 horas eu já estou de regresso (por vezes o namorado trabalha até mais tarde), volta a sair. À noite, regra geral, pelo menos duas ou três vezes por semana vamos fazer uma caminhada de 1 hora. Ao fim-de-semana é sagradinho: vai sempre à praia, anda solto, corre. É um cão que faz muito exercício e, por isso mesmo, é calmo e não ladra. ;)

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  2. Como sempre morei numa casa (isolada) nunca nos preocupamos com o barulho dos cães, porque era só a nós que nos podia incomodar. O maior problema era mesmo quando a nossa cadela ficava com o cio, mas isso já sabíamos o que ia ser!
    Agora que mudei para o apartamento é que tenho visto o que é ter animais (sobretudo cães) em apartamentos. Tem sido um verdadeiro problema. Todos os meus vizinhos tem cães, a não ser o de cima! Imagine: um cão velhinho, em que o dono trabalhava por turnos e saía de casa às 4h00 da manhã, ele ficava a chorar durante horas. Eu custa-me queixar-me deste género de coisas, mas a verdade é que também me custava ter de sair da cama às 7h30 e sentir que tenho umas boas horas de sono em falta! A do rés-do-chão, faz parte de uma banda, deixava o cão toda a noite sozinho e o cão passava a noite praticamente toda a ladrar. O nosso prédio tem um monte na parte traseira e ele devia ouvir barulho de coelhos, pássaros, etc e então não havia forma de o calar! A outra vizinha do rés-do-chão tem dois cães de porte grande, que de manhã muito cedo (5h, 6h da manhã) desatam a ladrar um ao outro!
    Ou seja, isto às vezes é de pôr qualquer um doido!
    Por isso é que acho que deve ser bem ponderado se devemos ter ou não os animais.
    Mas já vi que o seu é um verdadeiro rei lá em casa :D (e é mesmo isso que eles merecem!)

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