22 novembro, 2016

Adoções em Inglaterra - o desespero.





Eu não sei como é que isto passa pelos narizes de tanta gente e nada é feito!

Depois de ver a reportagem da TVI sobre as adoções em Inglaterra fiquei incrédula! Um aperto no peito, uma sensação de impotência tão grande. Eu não sou mãe, e nem sequer posso imaginar o que uma mãe sente ao ver o seu filho ser arrancado dos seus braços e ser colocado em famílias de acolhimento ou para adoção. Mas há um sentimento que está presente em cada testemunho de cada mãe. Um que se revela a cada palavra e a cada gesto, o desespero. O desespero de ver o seu bem mais precioso ser retirado das suas vidas sem elas conseguirem lutar por ele.

A reportagem mostrou uma série de mães a relatar como, quando e o suposto porquê de lhe retirarem os seus filhos. O que é assustador no meio de toda esta reportagem é o negócio que está por trás de todo este sistema. As crianças são verdadeiros bens que são transacionados. Não é mais que isto. As crianças são retiradas aos pais biológicos, muitos deles por suspeita de FUTUROS maus tratos, e são negociadas para famílias de acolhimento, que recebem uma boa quantia para as ter em sua casa.
Os exemplos desta reportagem são portugueses, mas não são só casos portugueses, também são famílias polacas, eslovacas,...

A taxa de adoção em Inglaterra é elevadíssima, e basicamente usam o superior interesse da criança para justificar estas retiradas às famílias. Todas as crianças tem de ser salvaguardadas, tem de ser protegidas, tem de ser cuidadas, e é por isso mesmo que existem os serviços sociais de cada Estado. Garantir que as crianças tem as condições necessárias para crescer em segurança e com o conforto mínimo, rodeadas de amor e carinho. Retirar uma criança aos seus pais biológicos com o fundamento de que futuramente podem existir maus tratos, é privar essa criança de conviver e crescer com os seus. Não terá ninguém tão próximo como os seus pais, irmãos e avós. E é tomar uma dura decisão em "ses". E o maior problema é que esta politica rígida, dura, em que não importa os laços afetivos das crianças é promovida. É fomentada a ideia de se ser família de acolhimento, são pagos valores elevadíssimos por cada criança de forma a que existam imensas. E o mais estranho é que se tantos parâmetros existem nos casos dos pais biológicos que ficam sem as crianças, parece-me que não são usados os mesmos parâmetros, exigentes e inúmeros para se ser família de acolhimento.

A criança está sempre em primeiro lugar. O seu bem estar, a sua segurança, o seu futuro assegurado, e não pode haver descuidos. O estado (imparcial e sem interesses) tem de ser capaz de valorizar todos os aspectos e analisar todas as questões envolventes, e o seu julgamento não pode ser nem precipitado nem imprudente, porque é de crianças que estamos a falar. Infelizmente neste caso em concreto, não é o superior interesse da criança que fala mais alto, mas novamente, como em muitos casos atuais, é o valor que o negócio pode render para imensas pessoas e instituições.

Não podemos ficar a olhar e ver esta crueldade acontecer. Não podemos ser passivos e ver as famílias serem desmembradas. Porque qualquer um, nesta situação, ia até ao fim do mundo para recuperar o seu filho . . . mesmo que isso não servisse de nada!

3 comentários:

  1. Eu acho que a verdade deve estar algures no meio, já que algumas histórias tinham algumas falhas. :) Mas é assustador!!

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  2. Não sabia nada disto... vi pelo fb que havia algo a passar pela tv portuguesa mas não vi.

    Beijinhos,
    O meu reino da noite ~ facebook ~ bloglovin'

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  3. Hi, I follow you :) happy days

    http://gozdeninevinden.blogspot.com.tr/

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