20 outubro, 2017

Quando os pais (não) sabem o que é melhor para os filhos.

E o que me custa ver uma amiga minha ser condicionada em toda a sua vida por aquilo que os pais acham ou deixam de achar?!

Uma miúda com uma boa disposição que contagia, sempre boa onda, e sempre de bem com todos. Sempre disposta a ajudar, e sempre disponível para os outros. Diria mesmo bastante humana, e sensível aos problemas dos outros. E depois, num dia, aparece-nos com uma disposição que parecia que uma nuvem negra pairava sobre ela. Com um semblante tão carregado que nem parecia a mesma. Pergunto se está tudo bem, e ela parca em palavras responde que sim. 
Não acreditei. Mas com algumas confusões passou-me de falar com ela em particular.
Até hoje.

Saber que há meses vive um inferno em casa porque a família não aceita a pessoa que ela escolheu. Pior, pela segunda vez,não aceitam a pessoa que escolheu.
E se houvessem motivos válidos para isso. Mas não. Os motivos prendem-se com as habilitações académicas. E isso para mim é surreal. Chega mesmo a ser triste.
Ela revolta-se contra eles. Tenta que percebam que as pessoas são o que são independentemente das suas habilitações académicas. Mas enquanto tenta consome-se. Fica completamente desgastada. Para tentar dar um passo em frente dá imensos para trás em tudo o resto.

Não há grande coisa a dizer nestes casos. Ela tem toda a razão do mundo para se sentir revoltada. Não se sente apoiada por quem é mais próximo. Só vê incompreensão do outro lado e intolerância. AConselhei-a a seguir em frente independentemente do que acham. Informa as suas decisões mas não alimenta discussões, confusões. 
Não gostam paciência. Com isso só ganham a distância dela. 

Mas é família. Custa. Ela está de rastos, quando não devia sequer se pôr este géneor de questões.

O que faziam num caso como este?!


18 outubro, 2017

Ainda sobre os incêndios.

Como já puderam ler aqui eu estive no meio de um dos incêndio no passado Domingo. Não me vou adiantar muito mais acerca disso porque já fiz o meu desabafo e só pretendo esquecer o máximo que conseguir desse dia. Mas depois da demissão da Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, e de todos os comentários que leio acerca do assunto também resolvi dar a minha opinião.
Se tenho raiva? Muita!
Se Portugal estar a arder quase de uma ponta à outra é culpa de alguém? Sim é!
Se algo precisa mudar? É óbvio que sim! 
Se a demissão dela ou de qualquer outro membro do governo vai adiantar alguma coisa? Para mim é óbvio que não! 


Desculpem lá mas essa coisa de que o governo é que falhou na prevenção, de que ela (MAI) devia ter aprendido com a tragédia de Pedrogão, que não foi assim há tanto tempo, não me cabe na cabeça. É no mínimo ridículo! Não devíamos todos nós ter consciência do que andamos a fazer? Ou melhor, do que não andamos a fazer. Os culpados somos nós. Parece que ninguém aprendeu com tudo o que se passou há uns meses atrás. Quer dizer que o bom cidadão português é aquele que só toma uma providência quando a coima lhe chega a casa não é? Porque até lá, se ninguém o incomodar deixa lá estar o terreno que não está para gastar uns trocos a limpar aquilo. Portanto, pedimos a demissão de membros do governo mas continuamos com os terrenos perto de habitações prontos a serem devastados por incêndios. Perfeito!

16 outubro, 2017

Memória do inferno.

Hoje acordei e não fui trabalhar de manhã. Saí da cama e fui direta à casa de banho. Lavei a cara e no espaço de segundos desatei a chorar. Chorei o que não chorei ontem! Ou melhor chorei hoje aquilo que não podia chorar ontem. Porque ontem não havia tempo para isso. 
O fogo chegou até nós. 

O fogo cercou-nos e nós fomos marionetas daquilo que ele queria fazer connosco.
Se o vento no início não ajudou depois foi o nosso guardião. Tirou o monstro dali quando nós já nada podíamos fazer. Sem meios, sem ajuda, sem água só nos tínhamos a nós. 
O calor era abrasador. O ar era irrespirável. Os olhos ardiam e tentavam ver aquilo que a noite e a cor vermelha das chamas não deixavam. 
Parei no tempo quando mesmo à minha frente uma labareda gigante se erguia sobre mim. Era minúscula nesse momento perante tamanha destreza. 

O fogo não nos roubou nada. Nem a casa, nem as nossas vidas, nem as dos nossos animais.
O fogo só veio mostrar quem manda. E desta vez foi assim. Assustador mas sem vítimas e sem danos materiais. Mas se continuar tudo igual, da próxima vez posso não estar cá para relatar o terror que vivi.

Muita força para quem como eu no dia 15 de Outubro de 2017 esteve a combater as chamas pelos seus, pelos seus bens, pela sua terra. Este dia ficará para sempre na minha memória.

Às vezes temos forças onde pensamos que não existem!

13 outubro, 2017

Parabéns Jus à Ju!





O blogue faz hoje um ano! Um ano! 
Já passou um ano desde que resolvi criar este cantinho. Não, não se tornou um blogue super famoso e reconhecido. E também não vivo de rendimentos provenientes do blogue, nem nada que se pareça. Mas aquilo que começou por ser uma brincadeira (escondida) atingiu agora um ano de desabafos, histórias, memórias, e muito texto sobre mim ou sobre quem me rodeia.
Começou por ser um miminho de mim para mim. E agora acredito que o seja para mais alguém!
Espero que continuem a passar por cá, com mais ou menos assiduidade, e que continuem a gostar deste miminho. 
Que este Jus à Ju conte muitos mais anos de vida!!!

12 outubro, 2017

Mudanças profissionais.

Ontem tive uma proposta de emprego. Ou melhor uma proposta de negócio. Porque as condições acabavam por ser ficar com alguma coisa que alguém já não pode ter e tornar aquilo meu. Comigo à frente. Comigo a encabeçar as responsabilidades e despesas.
Assustei-me! Senti-me mesmo acanhada. Dar um passo assim implica estar muito segura e confiante de que vai dar certo. Mas pode não dar. E as despesas são fixas e certas desde o primeiro mês.
É certo que se fosse a começar do zero era pior. Mas nestas condições não começava do zero, mas começava do 1. Escritório praticamente montado, clientela já com "algumas raízes" ali, e ser mais perto de casa. Mas... Sempre o mas! E se a clientela não se adaptasse a mim? E se essa clientela fosse fiel à anterior pessoa por laços de amizade e já não sentisse o mesmo comigo?
Quem lá estava falou-me de valores. Com as despesas todas pagas disse-me com quanto ficava.
Eu a fazer as contas, ficava com menos o dinheiro de uma renda que vou pagar e a anterior não pagava. É o salário que tenho agora! Fixo. 

Refleti e acho que não vale a pena o risco. O namorado não me quis influenciar mas concorda comigo. A minha mãe foi mais assertiva e disse logo que não achava uma boa troca.
Não quero tomar a decisão com base na opinião dos outros. Mas acho que ontem, já dentro do carro de regresso a casa, sabia qual a resposta a dar. Não quis ser precipitada e só no fim de semana é que vou tomar a decisão final e comunicá-la.

Não gosto de olhar para trás e ver que ficaram arrependimentos. O caminho é em frente e nunca a olhar por cima do ombro. Mas tenho medo que uma decisão como esta esteja a ser influenciada pelo medo de arriscar. Pelo medo de saber se sou ou não capaz de dar um passo desses. 
Não me quero sentir melindrada por medos que me impedem de avançar profissionalmente. E há qualquer coisa aqui dentro que me diz que uma resposta como a que vou dar é precisamente isso. Baseada nesse medo da responsabilidade. E não estou propriamente a falar da responsabilidade do trabalho em si, porque essa já a tenho agora e já a assumo ainda que tenha outra pessoa comigo. Refiro-me a questões financeiras. Sejamos realistas, pelo menos no primeiro ano não vou ganhar dinheiro. O que ganhar vai ser para me orientar com as despesas fixas todos os meses. E isso é o que me assusta. Se ao final do primeiro ano ainda não tiver a estabilidade financeira que pretendia alcançar.

Ontem foi isto que transmiti em voz alta ao namorado enquanto conversava com ele. Ele diz que já tenho a decisão tomada. E não está enganado.

Espero que eu também não esteja!!!

11 outubro, 2017

Semelhanças?!

Acho que já não acompanho uma novela da TVI desde a época de Morangos com Açúcar! Mas neste últimos dias tenho dado uma vista de olhos na novela Herdeira.
E espantei-me com uma das histórias da novela ser tão, mas tão parecida ao livro de Jodi Picoult "Para a minha irmã".
Nunca li este livro porque vi primeiro o filme e depois acabei por não ler o livro. O filme deve ser um dos meus preferidos de sempre. Com uma história super forte, super marcante. Já o vi imensas vezes e choro sempre. 

A história incide sobre um casal com três filhos, sendo que um deles sofre de leucemia, e a filha mais nova foi concebida para poder salvar a irmã doente. Depois de muitos tratamentos, cirurgias e muitos momentos dolorosos fisicamente bem como psicologicamente a filha mais nova resolve pedir a emancipação médica e contrata um advogado para o conseguir. A história desenrola-se com o agravamento de saúde da filha doente, com a  emancipação médica da mais nova, com o afastamento/esquecimento do outro filho, e com os pais a tentarem perceber o porquê da filha mais nova tomar agora esta decisão.

Na novela parece-me algo muito, muito parecido (para não dizer igual). Um casal com três filhos. Uma delas tem uma doença (não sei se é leucemia) a filha mais nova nasceu para poder salvar a irmã doente, e pelo menos nos episódios que eu vi a mais nova já recorreu a um advogado para se tornar emancipada. Igual?

Quem acompanha a novela e conhece a história, seja do livro, ou do filme, também encontrou muitos pontos semelhantes?

08 outubro, 2017

Quem diria que em pleno mês de outubro faríamos praia?! Hoje foi o dia!!


05 outubro, 2017

Feriado.

Os planos para o dia de hoje passavam por ir para a praia. Mas de manhã estava imenso frio e de tarde resolvemos não fazer nada de nada.
Ontem o namorado queixava-se de dores de garganta, tosse e dor de cabeça. Eram 22h30 e ele já estava a dormir. Desconfiei que aquilo não ia ficar por ali. E não ficou. Hoje para além dos mesmo sintomas tem febre.

E como depois de um ficar constipado o outro obrigatoriamente também fica hoje já andei agarrada aos lenços de papel. Dor de garganta nada, febre também não e dor de cabeça também não. Mas ranho tenho imenso!

Amanhã ele não trabalha e espero que o dia de folga o ajude a ficar recuperado. Eu amanhã trabalho e espero não ficar pior! 
E o nosso feriado foi passado entre xaropes, lenços de papel, termómetro, comprimidos... Uma emoção portanto!!!

02 outubro, 2017

Ressaca de eleições.

Hoje devia ser dia de folga.
Ontem estive numa secção de votos como delegada de uma candidatura pela primeira vez e consegui durante o dia ficar com duas dores de cabeça e chegar a casa completamente exausta como se tivesse corrido uma maratona (nunca corri nenhuma mas imagino que deva cansar para caraças)!
Não estive como membro da mesa de voto, por isso imagino que se eu estava cansada então quem lá esteve devia ter ficado completamente KO. 
Eram 22h45 quando saí daquela sala depois de 3h45 de stress (que isto mexe com os nervos de uma pessoa)! Já não conseguia ver boletins à minha frente, nem números, nem nada que se parecesse.
Hoje tinha a opção de não vir trabalhar! E se nunca pus isso em causa, ontem durante essas 3horas e tal ponderei avisar a boss de que ia precisar de descansar pelo menos só da parte da manhã.
Mas não tive coragem!!!
Hoje estou em modo lenta. Muito lenta!

Sinto-me a arrastar, sem qualquer tipo de produtividade.
O dia vai ser longo!

Resta-me o resultado das eleições: objectivo cumprido, ganhamos a assembleia de freguesia (mas a câmara municipal mudou de cor)!


01 outubro, 2017

Votem por favor!

Hoje é dia de votar!
O ideal era uma pessoa não ter de lembrar que hoje é dia de eleições, mas infelizmente ainda há tanta gente que acha que ir à praia, ao cinema, ao futebol é bem mais importante que votar. Mas não é!

Em dia de eleições devemos exercer o nosso direito ao voto. Em quem votamos não interessa para nada, o que interessa é votar.
Para hoje podermos exercer o nosso direito ao voto tiveram outros de lutar imenso por essa conquista. Nasci com a liberdade adquirida. Sem qualquer tipo de problema em expressar o que penso a qualquer hora do dia e em qualquer lugar. Mas nem sempre foi assim.
E por isso dou imenso valor a este direito.

Hoje, mesmo que tenham já planos para o dia, guardem 5 minutinhos para irem votar. É rápido, é simples, é secreto e assim ficam de consciência tranquila de que exerceram o vosso direito ao voto e contribuíram para a escolha dos nossos dirigentes. 
Vão votar por favor!!!